A reserva de 20% da energia produzida pela hidrelétrica de Belo Monte para o aproveitamento por plantas industriais no Estado é fruto das negociações feitas diretamente pela governadora Ana Júlia Carepa, com o governo federal, a bancada do Pará no Congresso, coordenada pelo deputado Paulo Rocha (PT) e pela Eletronorte. Dessa forma, Belo Monte contribuirá para o crescimento do Estado, pois os autoprodutores poderão fornecer mais energia aos empreendimentos locais, principalmente para a verticalização da produção mineral, que já é uma realidade em Marabá.
Duas indústrias de alumina poderão se instalar no Pará, gerando emprego e renda para os paraenses. Cada uma delas deverá consumir 600 MW de energia, dos 11 mil MW que a Usina de Belo Monte gerará. Os empreendimentos vão comercializar em torno de US$ 900 milhões por ano, e devem gerar juntos em pagamento de funcionários e fornecedores cerca de R$ 400 milhões anuais.
Luz para Todos - O Programa já tirou da escuridão milhares de lares paraenses com as mais de 166 mil ligações já feitas. Até o final de 2010, a meta é atingir 295.659 ligações, beneficiando 1,4 milhão de famílias.
Marajó - Quinze municípios do arquipélago do Marajó terão energia firme vinda de Tucuruí, com o Linhão que está sendo construído dentro do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável (PDRS). A obra tem duas etapas distintas, cada uma com período de 18 meses de execução. A primeira tem um custo de R$ 184 milhões, e foi lançada ano passado pela governadora. Os municípios beneficiados nesta etapa serão Portel, Breves, Melgaço, Bagre e Curralinho.
A segunda etapa custará R$ 288 milhões, e levará energia firme para Anajás, Afuá, Chaves, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Salvaterra, Soure, Muaná, Ponta de Pedras e São Sebastião da Boa Vista. O valor total do Linhão do Marajó será de R$ 473 milhões, com recursos da Eletrobras pleiteados pela governadora Ana Júlia.
A energia elétrica vai melhorar a vida em todos os sentidos no Marajó: na saúde, os postos poderão refrigerar vacinas e equipamentos serão instalados no Hospital Regional de Breves; na educação, os jovens e adultos que trabalham poderão estudar à noite sem precisar de velas ou candeeiros; no turismo, os hotéis e pousadas vão oferecer mais conforto aos seus hóspedes. Em suma, a energia elétrica vai transformar a Ilha do Marajó.
Fonte: Agência Pará

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